sábado, 5 de junho de 2010

O limite do corpo-material

Na moldura
ela não sabe o que
virá
Na mancha
um risco coagula
o intempestivo
um sopro

Ela quer aguar os traços
Trapos do que foi amor
nesga de desaparecimentos

Sobre a linha turva do poema
poema-mancha
uma aguadura

É sempre estar
Escombro sobre
outro um sobre o
outro

Você vai aguar até o
traço evoluir do silêncio
seco
Espero secar a água para traçar silêncios

Saturar a cor de cor
Quantas camadas suporta a linha
aguada no papel fino?

Quando aguar não for mais possível
Rasgar?
Experimento teu limite papel
Tecer a pele da brancura
da tua arte só limite do que é arte
Tecer na pele a própria brancura

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