domingo, 22 de dezembro de 2013

Lavo as vagens frescas, corto em pedaços, verdes. São tão verdes e tão frescas, e penso na transparência das cidades que ele descreveu para mim. Onde não posso escolher entre, o fim. Mas posso dizer que sim, que é cheio ainda de manhã, que os gestos descritos como uma forma amorosa de coragem me dizem agora, quando escuto e pauso, três ou quatro vezes a mão no teu silêncio. Pouso leve, e breve, quero partir o quanto antes para a cidade estrangeira e despedir das saudades imensas de tudo o que não vivi.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Poema em três tempos

I
Havia raiz mas não havia chão.


II
Raiz de desejo
Cereja
Abismo de duas ou mais margens.



III
Perdi um jeito de abismar que eu tinha.