segunda-feira, 30 de novembro de 2009

30 de novembro

O dia. E seu s(oco).
Invagina por dentro costuras de um.
É tomado por iiiis.
Quer beber o poço inteiro, quer se atirar no poço quer se tornar o poço.
Uma gota de nanquim vermelho escorre pela superfície de um papel vegetal
A gota vermelha rasga a superfície transparente
Faz o papel ondular na trajetória líquida de uma queda em vertical
Mas não tem poço. Só rugosidade na transparência
e sua umidade, dividindo em dois o um.
Terminada a queda, reparo – um continuum.
[ ]
Mais tarde, agora
O sal fica mais denso, sobre as palavras em queda.
Elas testemunham, a própria incapacidade de dizer.
De desencontros sobrepostos na tarde.

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