domingo, 14 de agosto de 2011
SOBREPOSIÇÃO
SardElas eram pequeninas e moravam todas juntas debaixo de um arco-íris. Era preciso olhar atento para percebê-las. Quando as vi pela primeira vez elas sorriram um pouco tímidas, e depois uma a uma me fizeram cócegas. Elas também gostavam de música, tanto, que enfeitaram o inverno com cores que não lhe pareciam próprio. SardElas eram preciosas e raras e padeciam apenas de pouca duração.
Sofri pela beleza que elas guardavam, no seu tempo em negativo, que imprimiram depois, quando me lembrava delas.
SardElas se deram as mãos para partirem todas juntas. Não gostavam de despedidas, então fizeram de conta que estavam embarcando num navio, depois de um único beijo. Quando olhei para vê-las por uma última vez elas já não estavam mais lá.
Do silêncio III
Fecha os olhos: ainda (ela) está lá, por baixo do branco, as sardas. Foram elas. Foram delas. Elas sabiam mudas, adormecidas.
p.s: pequena contaminação do livro “As mãos” do poeta, e crítico literário Manoel Ricardo de Lima: “...formavam lentas uma harmonia de cores que não via, mas sabia, firme, estava ali, nEla, nas palavras dEla, ditas pra mim.”(2003, Rio de Janeiro: 7Letras, p.36)
quarta-feira, 27 de julho de 2011
5 minutos antes do show do arnaldo, ela falou, vamos brincar de I Ching do Manoel de Barros? (tinha saído da livraria com a poesia completa!) Faz aí dea uma pergunta! Ah não, perguntar o quê? Aquilo que você quer saber!!! mordendo os lábios mais a bita dizendo, concentra aí, fecha os olhos antes de abrir!
Fecho os olhos, não formulo nenhuma frase, algumas imagens,
então Manoel de Barros responde:
"E agora
que fazer
com esta manhã
desabrochada a
pássaros?"
Fecho os olhos, não formulo nenhuma frase, algumas imagens,
então Manoel de Barros responde:
"E agora
que fazer
com esta manhã
desabrochada a
pássaros?"
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Lendo (e amando)
"uma autêntica revolução não visa apenas mudar o mundo, mas, antes, mudar a experiência do tempo."
"Para Agamben a poesia é esse movimento do olhar para trás operado no poema e, portanto, para o não-vivido no que é vivido, tal como a vida do contemporâneo."
"...um olhar não saudosista para o passado e mirar o futuro sem esperanças outras que não a própria capacidade de repensar o presente."
fragmentos do texto de abertura do livro - O que é o contemporâneo? e outros ensaios do filósofo italiano Giorgio Agamben .
"Para Agamben a poesia é esse movimento do olhar para trás operado no poema e, portanto, para o não-vivido no que é vivido, tal como a vida do contemporâneo."
"...um olhar não saudosista para o passado e mirar o futuro sem esperanças outras que não a própria capacidade de repensar o presente."
fragmentos do texto de abertura do livro - O que é o contemporâneo? e outros ensaios do filósofo italiano Giorgio Agamben .
sexta-feira, 22 de julho de 2011
segunda-feira, 18 de julho de 2011
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